Stella, houve um milagre na Terra - teu filho, uniu-se numa obra de Amor comigo A essencia desse sentimento, te envio onde estás no Espaço! Pressinto-te jovem e bela, como sempre fostes, sem a aridez do Planeta que tudo envelhece. Está a teus pés, Diante de ti, o Amor em prata, com reflexos de Estrela, aos teus pés! Sempre Clarisse
(Stella Samuel, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)
todo amor é assim, plágio cópia de cópia de si, no mesmo sim na tua visibilidade no seu sexo. Porque todo amor é aquela alegre repetição doença de sonho e de tensão acontecimento que tanto faz se desfaz. De que não posso dizer o que quero, ou o que vale nem mesmo vale a pena [O amor, seu troco.] O caro, o espaço, o caroço o que sobra o que falta e o falho. Todo amor falece. Não cresce. Não é o que se espera. Dele nada sobra. Além do gozo. Da calma, da cama, do colo da palavra: só as notas altas o cantam. As baladas mais. A exultação mais plena. Pois todo amor é outra vez o mesmo amor. É sempre. É pouco. E só se estabelece quando impossivelmente fala a falta do tolo amor, que já é lembrança excessiva. Que todo amor costura um tédio. E tem a surpresa da morte. Somos suas presas em suas levezas. Corre o fundo tempo por seus lodos mostra a sua sede à noite morta. Quem me crê sabe o que digo: o amor já vem perdido, pois perder-se é o destino amante. Dele vem logo o mote o trote o corte a espada que o amor tem em seus dentes pois sua loucura é o nada.