quinta-feira, 17 de setembro de 2015
CARLOS COSTA E ROGEL SAMUEL EM DIÁLOGO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"!
CARLOS COSTA E ROGEL SAMUEL EM DIÁLOGO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"!
Em minha convivência com a intelectualidade baré, há muito ouvia referências a um cidadão do Amazonas, Rogel Samuel, ex-aluno de meu sogro advogado e político Francisco Guedes de Queiroz. Diziam-no ser uma referência em matéria de “amazonicidade”. Desconhecia, contudo, que nesse mundo de meu Deus da internet, o escritor também estava lendo meus modestos trabalhos no Rio de Janeiro, onde reside há muitos anos e é professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de vários livros. De repente, “surpresado” como sempre diz o procurador de Justiça aposentado Flávio Queiroz de Paula, sobrinho do ex-professor desse mestre da intelectualidade, Rogel Samuel pede meu endereço pelo facebook e me presenteia com o seu livro O AMANTE DAS AMAZONAS (Editora Itatiaia).
Ao receber a obra, passei a ter um diálogo quase que diário com o autor, questionando-o sobre o que estava lendo com uma visão histórica, pelo papo do facebook. Rogel Samuel arquivava tudo e me devolveu para escrever esse maravilhoso e histórico diálogo que mantive com ela, ao final da leitura de cada capítulo, do primeiro ao último. A cada capítulo que lido, lhe enviava um questionamento e prontamente recebia a resposta. Foi assim todo o nosso diálogo:
CC envia para Rogel Samuel ao receber o livro pelo Correio: “Estou recebendo agora seu livro, mas só o recebi porque sou conhecido aqui no condomínio Mundi como um ”chato" morador. Não veio com o nome da Torre e aqui temos 11, amigo. Como está um dia de sol agora, degustarei seu pensamento na piscina! Obrigado e um abraço! Depois farei comentários sobre sua obra!”.
Como tenho visão prejudicada e uso óculos de 7,5 graus e só leio com claridade natural, comecei a degustar a leitura, que é uma mistura de ficção com realidade (ou seria realidade com ficção?). Fiquei na dúvida! Li o primeiro capítulo e encontrei semelhanças entre o Palácio Rio Negro e o palácio Maxinin, criado e transportado pelo autor para o meio do Seringal. Impressionado e impactado com a semelhança.
Passei a trocar mensagens ao final de cada leitura com o autor da obra e ele sempre me respondendo.
CC comunicando a Samuel Rogel: - “Terminei de ler o primeiro capítulo do seu O AMANTE DAS AMAZONAS e adorei a mistura que vc fez de fatos reais, com criatividade ímpar, como nomes de rios, cidades, paranás, igarapés etc. Se já gostei do início, que também vivi, gostarei do resto. Magistral: não é lenda ou mito seu prestígio e respeito entre os intelectuais doAmazonas. É uma constatação de uma verdade! Ao começar a ler o segundo capítulo da obra O AMANTE DAS AMAZONAS, nas primeiras linhas, observei que vc estava descrevendo o Palácio Rio Negro. Ao final, ao ver a foto do seu Palácio Maxinin - na ânsia de me comunicar com o autor chamei de Macuxi - O autor, elegantemente me corrigiu, mas entendeu o que eu queria dizer- tive a certeza! Genial e crítica descrição da decadência econômica de uma época da borracha. O Palácio Rio Negro foi adquirido pelo bisavô de minha esposa Yara Queiroz, Coronel PM PEDRO BACELLAR, de um alemão que residia naquele local e incorporado ao Patrimônio do Estado. A mãe de minha esposa, Maria Luiza, nasceu no Palácio Rio Negro, amigo. Conhecia sua capacidade através de outros escritores do Amazonas, mas não sabia que vc era tão crítico e mordaz em suas descrições. Adorei sua criticidade e irônica como descreve e conduz as observações que faz. Como lhe disse, degusto obras e não as leio, simplesmente. É o que estou fazendo com a sua.
RS respondeu para Carlos Costa: “QUE BELEZA...SUA ESPOSA DESCENDE DE PEDRO BACELLAR... VC ESTÁ NA HISTÓRIA DESSE ROMANCE...”
CC envia para Samuel Rogel: “Ela (Yara) é neta do Pedro Bacellar de Souza, Coronel PM e governador do Estado e quem adquiriu da residência da família Shurtz, para ser o Palácio Rio Negro. Sua descrição é alegoricamente genial e suas críticas, pertinentes porque o mesmo pode ocorrer com novos 50 anos para a ZFM se o Estado não aproveitar para desenvolver sua própria vocação regional! Adorei a citação como Palácio Maxinin! Genial e irônica comparação, Rogel!
RS responde para Carlos Costa: “PALÁCIO MANIXI... EU ESTUDEI MINUCIOSAMENTE O PALACIO RIO NEGRO E O TRANSPORTEI PARA A SELVA... ELE É UM SÍMBOLO...Do período áureo da borracha!
CC envia para Rogel Samuel: “Essa transposição do Palácio para a selva, sem pagar carreto e descrevendo-o com maestria, inteligência e ironia, como símbolo de decadência também, me agradou muito.”
CC lendo o capítulo II O PALÁCIO: “Estou no segundo capítulo, ainda não cheguei nos diálogos e estou curioso para saber sobre como vc descreve isso! Como faz o encontro da ficção real da história da sua vida. Comecei a ler ao sol o capítulo.
CC lendo O Capítulo 3-NUMAS “Está cada vez mais intrigante!
O capítulo é uma magnífica viagem à cultura indígena e sua ficção navegou pelo mundo criador e pousou nas páginas de seu romance.
Vc misturou várias tribos guerreiras e as transformou em uma só.
Ao descrever o encontro com as duas indiazinhas nuas, seu delírio criador voou e ficou maravilhoso!”
CC lendo o capítulo IV – PAXIÚBA:
Até seu aniversário em 2 de Janeiro, desejo tê-lo concluído! Brilhante e suave o relato do estupro de Zilda, amigo. Lerei o capítulo 5 agora. Mas fiquei na dúvida: quem matou o marido de Zilda? Foram os Índios ou o PAXIUBA?
RS responde a Carlos Costa: “ÍNDIOS, AMIGO, OS NUMAS...”
CC envia para Rogel Samuel: “Obrigado. Só me restou essa dúvida porque poderiam ser os Índios ou o violentador da esposa A forma descrita é Genial. Parabéns! Um ou outro isso não tem importância diante do brilhantismo e suavidade como vc descreve o estupro de Zilda! Teria sido mesmo um estupro ou teria um “estupro” permissivo, tipo não quero querendo
RS responde a Carlos Costa: “PAXIUBA ERA UM DEMONIO...HIPNOTIZAVA...”
CC envia a Rogel Samuel: “Percebi pelo seu maravilhoso relato. Por ser um demônio cheguei a pensar que teria matado o marido de Zilda, depois de violentá-la, parece que de forma consentida porque vc a descreve como uma mulher carente, inorgânica e sem ter tido filhos.”
CC envia para Samuel Rogel: “Estou lendo o quinto capítulo de seu livro. Na página 61 vc diz que Manaus deve ter sido uma das primeiras cidades brasileiras a ter eletricidade e foi mesmo! Os candeeiros das ruas funcionavam com óleo de baleia. Na verdade, Manaus foi a terceira cidade brasileira a ter luz elétrica: a primeira foi CAMPOS, no RJ, a segunda não lembro e Manaus foi a terceira. Maravilhosa sua descrição com mistura de ficção e realidade. Desconhecia, porém, que o projeto do Mercado Adolpho Lisboa tinha sido de Gustav Eiffel. Estou viajando! O prédio da Cervejaria Miranda Corrêa ainda resiste ao tempo, apesar de o progresso destruidor. Continua do mesmo modo! Produziu uma das cervejas mais exportadas na época, a XPTO! Acredito que em determinado capítulo de seu livro, vc faz uma menção alegórica à dona de um Jornal - seria por acaso à senhora AMELIA ARCHER PINTO, companheiro, que teria salvo da falência o comendador GABRIEL GONÇALVES DA CUNHA? E de forma alegórica ABRÂAO GADELHA não teria sido HENRIQUE ARCHER PINTO, amigo? Ou o amigo se refere a outro tempo
R.S. esclarece a Carlos Costa: “NAO É ACHER PINTO, É INVENÇÃO...”
CC envia para Rogel Samuel: “Maravilhosa, mas pensei ser uma alegoria de algum fato real! Todo seu livro é uma mistura de realidade com alegorias criativas. Terminei de ler o capítulo em que o amigo descreve o fim do Palácio Maxini, consumido por ratos e a morte por veneno de uma personagem e do sumiço na Mata da Índia que vivia com ele. Terrível, mas real porque isso pode se repetir com a ZFM, companheiro! Parabéns! OBRIGADO Genial seu trabalho! Uma pesquisa e tanto!”
R.S. explica para Carlos Costa: “MAIS DE 10 ANOS DE TRABALHO....”
CC lendo o capítulo V: “De um fôlego, li todo o capítulo sobre o FREI LOTHAR! Marquei várias passagens do capítulo. Maravilhoso e crítico relato sobre a dualidade FE X FALTA DE FÉ E DESEJO DE SER VIOLONISTA. Genial! Li tudo com avidez!
R.S. envia para Carlos Costa: - OBRIGADO!!!!!!!!
CC envia para Samuel Rogel: “Adorei a mistura, só observei que o amigo escreve que o desejo dele seria descansar no bairro de Aparecida. Naquele ano, o hoje bairro Aparecida era chamado e conhecido como Barro dos Tocos. Isso, porém, não altera em nada sua bela descrição do FREI LOTHAR, amigo. Existiam, na época histórica de seu romance, poucos bairros em Manaus, mas se destacavam BAIRRO DO CENTRO, O BAIRRO DOS TOCOS E O BAIRRO DOS REMEDIOS. Depois começaram a surgir outros bairros porque os pobres não podiam viver na área do Centro porque não tinham poder aquisitivo para construir casas caiadas (in Eloína Dias -A Ilusão do Fausto). Mas em nada muda seu precioso trabalho. Estou adorando a leitura da obra O AMANTE DAS AMAZONAS. Parabéns!”
R. S. admite para Carlos Costa: “VOCÊ TEM RAZÃO... ERRO HISTÓRICO...”
CC envia para Samuel Rogel: “Não muda a genialidade de sua criação, esse ”deslise histórico” Falo dessa dualidade e conflito de forma mais poética na minha obra O HOMEM DA ROSA (Litteris Editora -RJ, 1998). O amigo não é historiador,(nem eu) mas observei esse equívoco histórico, que não considero um erro histórico; no máximo, diria que foi um pequeno deslize, a que todos nós estamos sujeitos! Nada que perde na qualidade de seu trabalho, afinal poucos sabem desse fato, amigo. O bairro da Aparecida sempre foi conhecido pela religiosidade que carrega e ficou ótimo como Aparecida. É que estou lendo com uma visão histórica!
R.S, para Carlos Costa “OK. ÓTIMO!”
CC para Samuel Rogel: “Quero descobrir o que o amigo não escreveu, mas quis dizer! Minha missão parece que será mais difícil do uma investigação de Cherlok Holms, amigo, mesmo contando com seu companheiro inseparável, o Dr. Rsss Na página 106 de sua obra, quando cita uma badaladíssima pessoa que pintava unhas, o companheiro faz a mansão de uma cabeleireira MEZZODI? Seria uma alusão à Messody Sabbá que tinha um salão na parte inferior do prédio Maximino Corrêa? O salão da Messody Sabba foi um dos mais famosos e frequentados pela sociedade de Manaus na década de 70 e, dessa época, guardo na memória, mulheres descendo pela Avenida Eduardo Ribeiro com bobes na cabeça cobertos por um lenço. Isso era chique! Vendia jornal na porta do Edifício Cidade de Manaus e via tudo! Ou apenas foi uma feliz coincidência do nome de Messody? Se foi, mirou para onde não viu e acertou na memória de minha adolescência com meus 12 lutando para sobreviver com dignidade!
Rogel Samuel responde para Carlos Costa: “É ISSO MESMO, EU NASCI NO PRÉDIO AO LADO DA Messody, eu me lembro disso..”
CC envia para Samuel Rogel: “Então não foi uma coincidência! Muito bem lembrado Nessa época, vendia jornal na porta do Edifício Cidade de Manaus. Mais uma vez, palmas! Se escrevia MESSODY e se pronunciava MEZZODI! Caro Rogel Samuel: hoje li vários capítulos de sua obra. Um livro de Lourenço e Amazonas, que cita em dos capítulos, eu o tenho comigo.
Atentei para algumas misturas ficcionais que o companheiro fez está o de um intelectual que tinha erudição, apesar de beber demais. Teria sido uma referência à FABIO LUCENA, ou não?”
Rogel Samuel explica para Carlos Costa: “NÃO É FABIO LUCENA...”
CC envia para Samuel Rogel: “Pensei que fosse uma alusão à FABIO, pelas características: bebia demais, era erudito, fazia citações sem abrir ou consultar livros, por isso pensei que tivesse sido uma alusão por que de Fabio Lucena, de quem diziam que ele só estava bom quando estava bêbado. Maravilhosa narrativa. Estou empolgado para saber quem seria O AMANTE DAS AMAZONAS, mas tudo me leva a crer que será o rapaz desaparecido, mas posso ter uma surpresa também!
Carlos Costa, inicia a depois de ler o último capítulo O FIM, do livro O Amante das Amazonas e comunica ao autor: “Conclui agora a leitura de sua narrativa, meio ficção, meio real, meio dramática e uma autêntica saga amazônica. Parabéns. O final me surpreendeu e terminou com desejo de lê-lo de novo, não mais buscando relacionar fatos históricos e reais com sua criação, mas pelo simples prazer de entrar nesse mundo desconhecido e mágico retratado em sua obra fantástica! Adorei! Surpreendente e atualíssimo. Um grito de alerta para futuras gerações! E terminar sua com um poema A NOITE, de Álvaro Maia, lido por Benito Botelho, melhorou ainda mais sua obra!
Adorei. Vou relê-lo de novo, mas sem o compromisso da historicidade. O farei agora de forma mais leve e centrado na narrativa e menos nas confabulações da magnífica mistura do real com a ficção.
domingo, 13 de setembro de 2015
CARLOS COSTA COMENTA “O AMANTE DAS AMAZONAS”
CARLOS COSTA COMENTA “O AMANTE DAS AMAZONAS”
Estou recebendo agora seu livro, mas só o recebi porque sou conhecido aqui como um "chato" morador. Não veio com o nome da Torre e aqui temos 11, amigo. Como está um dia de sol agora, degustarri seu pensamento na piscina! Obrigado e um abraço! Depois farei comentários sobre sua obra!
Terminei de ler o primeiro capítulo do seu O AMANTE DAS AMAZONAS e adorei a mistura que vc fez de fatos reais, com criatividade ímpar, como nomes de rios, cidades, paranás, igarapés etc.
Se já gostei do início, que também vivi, gostarei do resto.
Magistral: não é lenda ou mito seu prestígio e respeito entre os intelectuais do Amazonas. É uma constatação de uma verdade!
Ao começar a ler o segundo capítulo da obra O AMANTE DAS AMAZONAS, nas primeiras linhas, observei que vc estava descrevendo o Palácio Rio Negro e, ao final, ao ver a foto do seu Palácio Macuxi tive a certeza. Genial e crítica descrição econômica de uma época
O Palácio Rio Negro foi adquirido pelo bisavô de minha esposa, Coronel PM PEDRO BACELLAR de um alemão que residia naquele local e incorporado ao Patrimônio do Estado. A mãe de minha esposa nasceu no Palácio Rio Negro, amigo.
Conhecia sua capacidade através de outros escritórios, mas nao sabia que vc era tão crítico e mordaz em suas descrições.
Adorei sua criticidade e ironia como vc se descreve e conduz suas observações. Como lhe disse, degusto obraa e não as leio. É o que estou fazendo com a sua.
QUE BELEZA... SUA ESPOSA DESCENDE DE PEDRO BACELLAR... VC ESTÁ NA HISTÓRIA DESSE ROMANCE...
Ela é neta do Pedro Bacellar de Souza, que era Coronel PM e governador do Estado e adquiriu da família Schultz a residência dele para ser o Palácio Rio Negro.
Sua descrição é alegoricamente genial e suas críticas, pertinentes porque o mesmo pode ocorrer com novos 50 anos para a ZFM se o Estado não aproveitar para desenvolver sua própria vocação regional!
Adorei a citação como Palácio Macuxi!
Genial e irônica comparação, Rogel!
PALÁCIO MANIXI... EU ESTUDEI MINUCIOSAMENTE O PALACIO RIO NEGRO E O TRANSPORTEI PARA A SELVA... ELE É UM SÍMBOLO...
Do período áureo da borracha!
Essa transposição do Palácio para a selva, sem pagar carreto e descrevendo-o com maestria, inteligência e ironia, como símbolo de decadência também, me agradou muito.
Estou no segundo capítulo, ainda não cheguei nos diálogos e estou curioso para saber sobre como vc descreve isso!
Como faz o encontro da ficção real da história da sua vida.
Comecei a ler ao sol o capítulo 3 - NUMAS- de sua obra. Esta cada vez mais intrigante!
O capítulo NUMAS é uma magnífica viagem à cultura indígena.
Nesse capítulo, sua ficção navegou pelo mundo criador e pousou nas páginas de seu romance.
Vc misturou várias tribos guerreiras e as transformou em uma só.
Ao descrever seu encontro com as duas indiazinhas nuas, seu delírio criador voou e ficou maravilhoso!
Vou começar a ler o capítulo 4 de sua obra, amigo!
Genial mistura! Amei!
Iniciando a leitura quatro: PAXIUBA de seu romance. Ate seu aniversário em 2 de Janeiro, desejo tê-lo concluído!
Brilhante e suave o relato do estupro de Zilda, amigo. Lerei o capitulo 5 agora. Mas fiquei na duvida: quem matou o marido de Zilda?
Foram os Índios ou o PAXIUBA?
ÍNDIOS, AMIGO, OS NUMAS...
Obrigado. Só me restou essa dúvida porque poderiam ser os Índios ou o violentador da esposa
A forma descrita é Genial. Parabéns!
Um ou outro isso não tem importância diante do brilhantismo e suavidade como vc descreve o estupro de Zilda!
Teria sido mesmo um estupro ou teria um "estupro" permissivo, tipo não quero querendo?
PAXIUBA ERA UM DEMONIO... HIPNOTIZAVA...
Percebi pelo seu maravilhoso relato. Por ser um demônio cheguei a pensar que teria matado o marido de Zilda, depois de violentá-la, parece que de firma consentida porque vc a descreve como uma mulher carente, inorgânica e sem ter tido filhos
Estou lendo o quinto capítulo de seu livro. Na pagina 61 vc diz que Manaus deve ter sido uma das primeiras cidades brasileiras a ter eletricidade e foi mesmo!
Os candeeiros das ruas funcionavam com óleo de baleia.
Na verdade, Manaus foi a terceira cidade brasileira a ter luz elétrica: a primeira foi CAMPOS, no RJ, a segunda não lembro e Manaus foi a terceira.
Maravilhosa sua descrição com mistura de ficção e realidade. Desconhecia, porém, que o projeto do Mercado Adolpho Lisboa tinha sido de Gustav Eiffel. Estou viajando!
O prédio da Cervejaria Miranda Corrêa ainda resiste ao tempo, apesar do progressso destruidor. Continua do mesmo modo! Produziu uma das cervejas mais exportada na época, a XPTO!
Acredito que em determinado capítulo de seu livro, vc faz uma menção alegórica à dona de um Jornal - seria por acaso à senhora AMELIA ARCHER PINTO, companheiro, que teria salvo da falencia o comendador GABRIEL GONÇALVES DA CUNHA? E de forma alegórica ABRAAO GADELHA nao seria HENRIQUE ARCHER PINTO, amigo.
Ou o amigo se refere a outro tempo?
NAO É ACHER PINTO, É INVENÇÃO...
Maravilhosa, mas pensei ser uma alegoria de um fato real!
Todo seu livro é uma mistura de fatos reais com alegorias criativas.
Terminei de ler o capítulo em que o amigo descreve o fim do Palácio Maxini, consumido por ratos e a morte por veneno de uma personagem e do sumiço na Mata da Índia que vivia com ele.
Terrível, mas real porque isso pode se repetir de novo com a ZFM, companheiro! Parabéns!
OBRIGADO
Genial seu trabalho! Uma pesquisa e tanto!
MAIS DE 10 ANOS DE TRABALHO....
De um fôlego, o capítulo completo sobre o FREI LOTHAR! Marquei várias passagens do capítulo. Maravilhoso e crítico relato sobre a dualidade FE X FALTA DE FÉ E DESEJO DE SER VIOLONISTA. Genial!
Li
OBRIGADO!!!!!!!!
Adorei a mistura, só observei que o amigo escreve que o desejo dele seria descansar no bairro de Aparecida.
Naquele ano, o hoje bairro Aparecida era chamado e conhecido como Barro dos Tocos.
Isso, porém, não altera em nada sua bela descrição do FREI LOTHAR, amigo.
Existiam o BAIRRO DO CENTRO, O BAIRRO DOS TOCOS E O BAIRRO DOS REMEDIOS.
Depois começaram a surgir outros bairros porque os pobres nao podiam viver na área do Centro porque nao podiam construir casas caiadas (Eloina Dias -A Ilusão do Fausto). Mas em nada muda seu precioso trabalho. Estou adorando a leitura da obra O AMANTE DAS AMAZONAS.
Parabéns!
VOCÊ TEM RAZÃO... ERRO HISTÓRICO...
Não muda a genialidade de sua criação. Falo dessa dualidade e conflito de forma mais poetica na obra O HOMEM DA ROSA
O amigo nao é historiador, mas observei esse equívoco histórico, que nao considero um erro histórico, no máximo, diria que foi um pequeno deslize, a que todos nós estamos sujeitos!
OK
Nada que perca a qualidade de seu trabalho, afinal poucos sabem desse fato, amigo.
O bairro da Aparecida sempre foi conhecido pela religiosidade que carrega e ficou ótimo como Aparecida.
É que estou lendo com uma visão histórica!
ÓTIMO
Quero descobrir o que o amigo nao escreveu e quis dizer!
OK
Minha missão parece que será mais difícil do uma investigação de Cherlok Holms, amigo, mesmo contando com seu companheiro inseparável, o Dr.
rsss
Na página 106 de sua obra, quando cita uma barbadiana que pingava unhas, o companheiro faz a mansão de uma cabeleireira MEZZODI? Seria uma alusão à Messody Sabba que tinha um salão na parte inferior do prédio Maximino Corrêa?
O salão da Messody Sabba foi um dos mais famosos e frequentados pela sociedade de Manaus na década de 70 e, dessa época, guardo na memória, mulheres descendo pela Avenida Eduardo Ribeiro com bobes na cabeça cobertos por um lenço. Isso era chique!
Vendia jornal na porta do Edifício Cidade de Manaus e via tudo!
Ou apenas foi uma feliz coindencia do nome de Messody?
Se foi, mirou para onde nao viu e acertou na memoria de minha adolescencia com meus 12 lutando para sobreviver com dignidade!
É ISSO MESMO, EU NASCI NO PREDIO AO LADO DA Mezzodi, eu me lembro disso..
Então nao foi uma coincidência! Muito bem lembrado!
Nessa época, vendia jornal na porta do Edifício Cidade de Manaus. Mais uma vez, palmas!
Se escrevia MESSODY e se pronunciava MEZZODI!
Caro Rogel Samuel: hoje li vários capítulos de sua obra.
Um livro de Lourenço e Amazonas, que cita em dos capítulos, eu o tenho comigo.
Atentei para algumas misturas ficcionais que o companheiro fez esta o de um intelectual que tinha erudição, apesar de beber demais.
Teria sido uma referência à FABIO LUCENA, ou nao?
NÃO É FABIO LUCENA...
Pensei que fosse uma alusão à FABIO, pelas características: bebia demais, era erudito, fazia citações sem abrir ou consultar livros, por isso pensei que tivesse sido uma alusão por que de Fabio diziam que ele só estava bom quando estava bêbado.
Maravilhosa narrativa. Estou empolgado para saber quem seria O AMANTE DAS AMAZONAS, mas tudo me leva a crer que será o rapaz desaparecido, mas posso ter uma surpresa também!
Conclui agora a leitura de sua narrativa, meio ficção, meio real, meio dramatica e uma autêntica saga amazônica. Parabens. O final me surpreendeu e terminou com desejo de lê-lo de novo, buscando fatos históricos e reais, mas pelo simples prazer de entrar nesse mundo desconhecido e mágico retratado em sua obra fantástica!
Adorei! Surpreendente e atualissimo. Um grito de alerta para futuras gerações!
Adorei. Vou relê-lo de novo, mas sem o compromisso da historicidade, de forma mais leve e centrado na narrativa da obra e menos nas confabulações da magnífica mistura do real com a ficção.
Não consegui entrar em sua mente da forma que desejava, mas identifiquei na sua obra fatos presentes e passado e, comp nao poderia deixar de ser, há um recorte brilhante para uma época política maus próxima.
O poema do Álvaro Maia fechou com chave de Ouro seu trabalho. Dele, li BANCO DE CANOA.
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terça-feira, 7 de abril de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
PARA STELLA
PARA STELLA
Clarisse de Oliveira
Stella,
houve um milagre na Terra
- teu filho, uniu-se numa obra de Amor
comigo
A essencia desse sentimento,
te envio onde estás no Espaço!
Pressinto-te jovem e bela,
como sempre fostes,
sem a aridez do Planeta
que tudo envelhece.
Está a teus pés,
Diante de ti,
o Amor em prata,
com reflexos de Estrela,
aos teus pés!
Sempre Clarisse
(Stella Samuel, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)
Clarisse de Oliveira
Stella,
houve um milagre na Terra
- teu filho, uniu-se numa obra de Amor
comigo
A essencia desse sentimento,
te envio onde estás no Espaço!
Pressinto-te jovem e bela,
como sempre fostes,
sem a aridez do Planeta
que tudo envelhece.
Está a teus pés,
Diante de ti,
o Amor em prata,
com reflexos de Estrela,
aos teus pés!
Sempre Clarisse
(Stella Samuel, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
MORRE ODETE LARA
ROGEL SAMUEL
Estive com Odete Lara em vários eventos budistas.
No meio de uma carreira cinematográfica vitoriosa ela desaparece com 10 mil dólares de suas economias no bolso e vai morar em mosteiros budistas. Foi o que me disse ela. Viajou e virou monja. Só voltou quando acabou o dinheiro.
De volta foi convidada pela televisão para fazer uma novela, não aguentou o ambiente e a improvisação (foi o que me disse) e foi morar no seu sítio.
Traduziu vários livros de budismo para Editora Vozes.
Não perdeu sua beleza.
Mesmo idosa, era uma pessoa linda.
domingo, 4 de janeiro de 2015
PARA ROGEL SAMUEL
PARA ROGEL SAMUEL
Isaac Melo
por ocasião de
seus 72 anos
O professor, o crítico, o esteta
amazônida
com alma de poeta
Nas veias corre o Amazonas selvagem
e na
palavra, a beleza e a coragem
Filho das águas, das matas e de tupã
com a
ternura indígena e a força alemã
Vai o cronista pelo mundo afora
plantando
sonhos e memórias
Porque a magia não deve cessar
e o
destino do homem é amar
Experiente e altaneiro
como
uma samaúma ou açaizeiro
Percorre as ruas e praias sob as bênçãos
de
são Sebastião do Rio de Janeiro
Poeta a tua nau
que
começou a viagem ainda em Manaus
Tem muito mar para divisar
porque
a vida é eterno caminhar
Oh deuses, deem-me a magnitude de uma
sinfonia de Brahms
para agora louvar o grande Amante das
Amazonas
domingo, 27 de julho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
MORRE ROSE MARIE MURARO
ROGEL SAMUEL
Conheci Rose através de Nathanael Caixeiro,
tradutor da Vozes, já falecido.
Fomos amigos durante muitos anos, viajamos juntos,
éramos parceiros de eventos e jantares.
Conheci a sua família e ela conheceu a minha. Minha
mãe gostava muito dela. Jogávamos cartas.
Devo a ela a publicação do meu “Manual de teoria
literária” (que teve 17 edições), e de “Literatura básica”.
Graças a ela conheci pessoas: Frei Beto, Boff,
Djanira, Ligia Fagundes, etc. Assim conheci Umberto Eco, com quem passamos a
noite toda na varanda da casa de Mônica Rector discutindo a construção de
romance... Ele se estava preparando para escrever “O nome da rosa”.
Rose era surpreendente, superdotada,
superinteligente. Mas simples. Escritora extraordinária. Ativista. Humana e
corajosa. Bateu de frente com a ditadura. Teve livros cassados. Eu presenciei
Rose espinafrando de cara um ministro da ditadura, na frente de todo mundo, num
evento dentro da revista Manchete (ele logo se afastou, escondendo-se na
multidão).
Mesmo quase cega, ela viajava constantemente, proferindo
palestras, fazendo conferências doutrinárias.
Podemos dizer que, além de feminista, ela era uma
pensadora original, tinha idéias próprias e praticamente criou o feminismo no
Brasil. Quando diante de algum medalhão internacional famoso, ela o enfrentava.
Deu aulas em Universidades americanas, onde era muito
respeitada.
Seus artigos demandam publicação.
Mas foi Rose mulher bem humorada e vitoriosa.
Em plena ditadura, eu me formei politicamente
ouvindo Rose Marie Muraro.
ENTREVISTA EM ALEMÃO
Von der literarischen Theorie bis zum Erlebnis in Amazonien
Der Mythos Amazoniens ist immer in unserer Kultur präsent. Was stimmt oder nicht, das ist nicht genau zu wissen, wenn man nicht dort lebt. Der Professor und Schriftsteller Rogel Samuel berichtet über ein Amazonien, die es vielleicht auch nicht mehr gibt, aber die in seinem Gedächtnis geblieben ist...… Die Rückkher des Weges von Rogel Samuel!
Interview: Tânia Gabrielli-Pohlmann ©
Deutsche Version: Clemens Maria Pohlmann ©
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Rogel, du bist in Manaus geboren. Welche Erinnerungen hast du an diese Kinderzeit in einem so exotischen Ambiente, wenn es von draussen gesehen wird? Wie alt warst du, als du Amazonien verlassen hast?
Rogel Samuel
Amazonien habe ich nie verlassen. Mein Herz ist dort am Rande des Rio Negro geblieben. Als ich 18 Jahre alt war, bin ich nach Rio de Janeiro umgezogen, um Sprachwissenschaft zu studieren. Mein Vater ist 40 Jahre als Fiskal der Banco do Amazônas durch Amazonien gereist. Auf manchen dieser Reisen habe ihn begleitet. Aber auch damals war der grosse Wald für uns eine Art Bedrohung von allen Seiten. Wir mussten mit unerwartetem Auftreten von Skorpionen, Tarantulas und Schlangen im Hause leben. Im Hof meiner Grossmutter kam einmal eine Serpente (Schlange).
Wir hatten jede Sorte bedrohlicher wilder Tiere. Im Landgut meines Vaters wurde die Tochter des Verwalters von einer Unze angefallen. Es war eine kleine Art Wildkatze Namens “maracajá”, so gross wie ein Hund. Am Ufer des Strands, wo wir als Kinder badeten, nahm ein Kaimann eine Wäscherin in den Mund und hat sie mitgeschleppt.
Mein Vater hatte die grösste und wertvollste Sammlung Orchideen, die ich je gesehen habe. Heute, wenn ich zu einer Orchideenausstellung gehe, bedauere ich: “Ihr habt noch nichts gesehen”. Die “catleia eldorado”, die “catleia superba”. Ich weiss gar nicht, ob es sie noch gibt. Manche davon waren schwarz mit goldenfarbigen Randen. Ein “Delirium”!
Ich habe Vögel gesehen, die es, so glaube ich, heute nicht mehr gibt. Der Wald selbst ist anders geworden. Was man heute als Wald bezeichnet, nannten wir früher negativ, “Busch”. Der Wald in der Zeit zwischen 1949 und 1950 war riesig, mit enormen hundertjährigen und vorgeschichtlichen Bäumen. Der wahre Wald war undurchdringlich. Ach, ich kann nicht mehr darüber reden, denn ich lasse mich davon rühren und ich werde dann spiessig, erregend und romantisch. Ich kann nicht über das Amazonien meiner Kinderzeit mit Rationalität sprechen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Wie war das Ankommen in eine andere Szene, jetzt städtisch und in einem “anderen Brasilien”?
Rogel Samuel
Es war gar nicht gut. Ich war ein 18 jähriger Junge in Rio de Janeiro, der keine familiäre Bindung dort hatte. Ich kannte kaum jemanden. Ich wohnte und ass schlecht. Aber ich habe die Aufnahmeprüfung an der Universidade do Brasil, also der Universität Brasiliens für Klassische Sprachen als Bester bestanden. Das erzähle ich, um zu zeigen, wie gut die Ausbildung in Manaus war. In der Aufnahmeprüfung gab es damals eine mündliche Lateinprüfung, und sie gaben uns Verse von Ovid (erstaunlich!), und wir mussten sie fast sofort übersetzen: Die Metamorphose. In der mündlichen Portugiesischprüfung erwähnte Celso Cunha den Vers: “mas porém ah que cuidados!” und er wollte, dass ich die Bedeutung von “mas porém” erklärte. Die Professoren waren Lehrstuhlinhaber im ganzen Sinn des Wortes.
Ich hatte als Professoren Alceu Amoroso Lima, der mich immer motiviert hat, Afrânio Coutinho, Matoso Câmara Jr., Anísio Teixeira (der einzige Professor, den ich kenne, dem am Ende jeder Vorlesung von den Studenten applaudiert wurde).
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Wie entstand deine Verbindung mit der Literatur? Was hast du in deiner Kinderzeit gelesen?
Rogel Samuel
Als ich noch sehr jung war, begann ich für die Zeitungen aus Manaus zu schreiben. Ich las Alencar sehr häufig, bevorzugte manche Verse Camões: “oh lavradores bem aventurados”. In meiner Jugendzeit war das Lesen faszinierender und erregender. Ich las viel mehr als heute. Mein erstes Gedicht wurde in der “O Jornal” (Zeitung aus Manaus), am 1. Februar 1959 veröffentlicht. Damals war ich 16 Jahre alt. Schon früh wurde ich im Norden Brasiliens sehr berühmt. Mein Name erschien in der “Enciclopédia de Carlos Roque” und in der Anthologie “Lira Amazônica”, von Anísio Mello (São Paulo, Correio do Norte, 1965). Da ich 1943 geboren bin, war ich damals 22). Als ich den Norden verlassen habe, hat man mich vergessen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Durch die Qualität der damaligen Ausbildung funktionierte die Schule als einziges Referenz für den Kontakt mit dem Lesen?
Rogel Samuel
Das war eine Erbe der Zeit des Gummis. Manaus hatte damals ein Ausbildungssystem hoher Qualität.
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Tânia Gabrielli-Pohlmann
Das erste Buch?
Rogel Samuel
Mein erstes Buch war ein Gedichtband, der verloren gegangen ist. Es hiess “Poemata”. Es ging komplett verloren. Die Originale waren im Haus einer Freundin und sind einfach verschwunden. Ein paar der Gedichte sind übrig geblieben, weil sie veröffentlicht wurden, wie das eine, welches in der Anthologie von Anísio Mello war.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
rogel-samuel1Und das erste veröffentliche Buch, wurde es schon in Rio de Janeiro geschrieben?
Rogel Samuel
Es war ein Gedichtband, namens “Poemas”, welcher später in das Buch “120 Poemas” eingefügt wurde.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Wann ist die Idee der “Site do Escritor” (Seite des Schriftstellers) entstanden?
Rogel Samuel
Die Site gibt es schon ein paar Jahre. Als ich meinen ersten Computer gekauft habe, erlebte eine Freundin finanzielle Schwierigkeiten. Sie war Computerspezialistin. Da ich ihr helfen wollte, habe ich sie eingestellt, und ich habe mit ihr ca. 1 Jahr gearbeitet. In dieser Zeit habe ich gelernt, wie man eine Site baut. Herausgeber zu sein hat mir immer sehr gut gefallen. Dann habe ich eine literarische Zeitschrift Namens “Aió” kreiert und geführt. Die Seite des Schriftstellers sollte eine Literaturzeitschrift werden. Da habe ich ganze Bücher veröffentlicht, wie das hervorragende “Aparição do Clown”, von Luís Ruas, ein Meisterwerk, welcher schon seit 40 Jahren ausverkauft war und trotzdem kannte es niemand. Es lohnt sich, es zu lesen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Glaubst du, dass das Internet den Tod des gedruckten Buches bedeuten wird?
Rogel Samuel
Nein, aber es wird ein Hilfselement für das gedruckte Buch. Es kommt noch der Tag, an welchen das Papier viel zu teuer wird und das Buch wird deswegen durch neue Technologien ersetzt werden müssen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Und der physische Kontakt mit dem Buch, wird es kein Ritual mehr geben?
Rogel Samuel
Ich weiss es nicht. Die Schriftsteller sind verrückt, sie lieben das Produzieren, aber sie kaufen weniger. Vielleicht wäre es der Fall, ein Buch jedes Jahr zu schreiben… Aber wer macht das heute?
Tânia Gabrielli-Pohlmann
In deinem Buch “Novo Manual de Teoria Literária” (Neue Anleitung der Literarischen Theorie”) verwendest du eine sehr klare und einfache Sprachweise. In deiner Site gibt es Kommentare von Lesern, die sehr jung sind, die wahrscheinlich Anfänger in der Literaturwelt sind. War es dein Ziel, als du zu der Idee dieses Buches kamst, oder war es ein Ergebnis einer Feststellung im Unterrichtsraum, oder Vorlesungen an den so vielen Universitäten, an welchen du als Professor gelehrt hast?
Rogel Samuel
Ja, das ist ein didaktisches Buch, und als solches, beinhaltet es Weniges von mir.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Wie viele Bücher von dir sind schon veröffentlicht worden?
Rogel Samuel
Das erste Buch war “A Linguagem e a idéia no discurso poético” (Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, 1978. Dissertação de Mestrado.). Dann kamen “Crítica da escrita” (Rio de Janeiro, Gráfica Olímpia Editora, 1981. 103 p.) und “A reconstrução da subjetividade no grande sertão”. (Rio de Janeiro, Faculdade de Letras, 1983. 290 p. Tese de Doutorado.)
1984 wurde das Buch “Manuel de Teoria Literária” (Petrópolis, Editora Vozes, 1984. 189 p.) veröffentlicht. Es war ein Buch mit vielen Autoren, von mir organisiert. Davon wurden 14 Ausgaben veröffentlicht, also die letzte im Jahr 2001. Dann kam Literatura básica. Petrópolis, Vozes, 1985.) in 3 Bänden und auch mit vielen Autoren und von mir organisiert. Es ist ausverkauft.
1986 kam “Como curtir o livro” (O que é Teolit?. Rio de Janeiro/ São Paulo. Editora Marco Zero, 1986. 53 p.) auf den Markt. 1992 kam die erste Ausgabe von O Amante das Amazonas. Rio de Janeiro. Aió, 1992. 94 p., welches später wieder geschrieben wurde.
Im Jahr 2002 wurde mein “Novo manual da teoria literária” (Petrópolis, Vozes, 2002. 158p.) veröffentlicht, welches in der dritten Ausgabe ist. Es ist ein neues Buch, ohne Teilnahme anderer Autoren.
rogel-samuel22005 kam die zweite Ausgabe des Buches “O Amante das amazonas” (Belo Horizonte, Itatiaia, 2005, 164 p.) heraus. Das hat mich besonders gefreut, weil der Verlag, einer der ältesten Brasiliens (mehr als 5.000 Titel und älter als 50 Jahre), ist auf Amazonien spezialisiert. Alle Klassik ist dort.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Werden deine pädagogischen Bücher in Schulen benutzt? Wie ist die Resonanz des Publikums?
Rogel Samuel
Das Buch “O Novo Manual” ist für das Universitätspublikum bestimmt. “Literatura Básica”, für die Ebene des Abiturs. Beide verkaufen sich sehr gut. Gott sei Dank. Das schlimmste für einen Schriftsteller ist, wenn das Publikum einem die Gunst versagt.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Wie fühlt sich der Dichter gegenüber dem Autor pädagogischer Bücher?
Rogel Samuel
Ich finde es nicht schlecht. Jeder Leser ist ein Glücksgefühl. Aber es ist sehr schwer, ein gutes pädagogisches Buch zu schreiben.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Intensiviert die Definition der Sprache diese Schwierigkeit?
Rogel Samuel
Die pädagogische Sprache muss klar, präzis, objektiv sein und da ist aber zu viel zu verlangen… klassisch sein.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Trägt der heutige Autor, trotz aller Titel und Erfolge, die amazonischen Wurzeln in sich?
Rogel Samuel
Viel weniger intensiv als früher.
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Tânia Gabrielli-Pohlmann
Aber noch genug, um das Buch “O Amante das Amazonas“ zu veröffentlichen?
Rogel Samuel
Ja. Das Buch wurde wieder geschrieben. Die Literatur aus Amazonien ist zu wenig bekannt. Amazonien könnte einen Euclides, einen Guimarães Rosa, einen Jorge Amado gut gebrauchen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Auch in der Musik… Leider, wenn man an den Reichtum des Lebens und der Kulturen der eingeborenen Indianer denkt.. Hälst du noch Kontakt mit den Autoren aus Amazonien?
Rogel Samuel
Wenig… Mit wenigen… Mein Vater war Franzose, mein Grossvater Jude, meine Grossmutter Indianerin und Peruanerin, die Familie meiner Mutter stammt aus dem Nordosten Brasiliens. Ich habe mein Zuhause zu früh verlassen. Ich habe Amazonien verlassen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Das Buch hat einen sehr eindrucksvollen und zweideutigen Titel…
Rogel Samuel
Eigentlich wollte ich einen Titel konstruieren, mit der Tonverbindung zwischen “aman” und “ama”. Ich liebe Amazonien in meiner Art und Weise, in meinen Träumen, in meinen Erinnerungen… Ich glaube, der Titel hat es beleuchtet, ausser der Referenz zu den Kämpferinnen Amazonen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Dieses Buch bedeutet auch viele Jahre Arbeit…
Rogel Samuel
Bis zur ersten Ausgabe waren 10 Jahre.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Das Buch hat seine ganz eigene Sprache. Ich würde nicht sagen, nur im Sinn der Regionalismen, aber im Sinn des Rhythmus. Geht es um Symbole deiner Erinnerung oder um semantische Beschreibung einer Sprachrealität der Region?
Rogel Samuel
Am Anfang imitiert der Text die Autoren aus dem Amazonien der Gummizeit, die auch Euclides da Cunha nachmachten. Danach, in der Dekadenzzeit, ändert sich der Stil. Aber ich habe dadurch eine Parodie sogar von Homer gemacht.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
“Wo es Widerstand gibt, gibt es Macht?” (Aus dem Buch “Os Amantes das Amazonas”)
Rogel Samuel
Das kommt von meiner Lektüre von Foucault.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Welches ist die soziale Rolle des Schriftstellers, insbesondere des brasilianischen Schriftstellers, um noch genauer zu sein, im heutigen Brasilien, gegenüber so viele Krisen und Enttäuschungen?
Rogel Samuel
Ich glaube, der Schriftsteller in Brasilien wurde durch den Journalisten ersetzt. Ich war Journalist. Der Fiktions-Autor und der Dichter werden im heutigen Brasilien benachteiligt. Wenige haben zu den sogenannten Medien Zugang. Wer Prestige hat und eine wichtige Rolle spielt ist der Journalist.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Fühlt sich der Autor in seiner eigenen Sprache etwa vergewaltigt, wenn er die Realität um sich herum beschreibt?
Rogel Samuel
Das weiss ich nicht. Vielleicht? Ich glaube, dass ich in manchen Teilen vom „O Amante das Amazonas“ Fehler gemacht habe, weil ich ein sehr schwieriger Autor für das grosse Publikum bin. Den Menschen, denen das Buch gut gefallen hat, mussten das Buch wieder lesen. Die Arbeit mit der Sprache war sehr gross. Es gibt viele raffinierte Details, wie in der Beschreibung der Schloss Manixi. Alles geschieht um dieses Schloss herum, das mitten im Wald gebaut wurde. Aber der Wald bekam das gleiche Sprachbehandlung. Der Wald ist für mich die Einrichtung einer wunderschönen und magischen Welt. Deshalb, falls Inhalte mit dem Schloss durcheinanderbringen.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Hast du vor, eine erweiterte Ausgabe vom Buch “O Amante das Amazonas” zu veröffentlichen?
Rogel Samuel
Ich habe daran gedacht. Ich habe viele Versionen dieses Buches. Aber das Buch bekam diesmal eine schöne Ausgabe, dann weiss ich nicht, ob ich sie erweitern werde. Ich weiss, es wäre wohl möglich. Aber ich habe schon zu viel für dieses Buch gearbeitet, inklusiv jetzt für diese zweite Ausgabe. Deine portugiesischsprachigen Leser können es durch Submarino und Buchhandlung Cultura lesen. Du kannst dir nicht vorstellen, die Odyssee, die es war, “O Amante das Amazonas” zu schreiben.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Und wie war es?
Rogel Samuel
Zuerst habe ich eine umfassende Forschung gemacht. Ich habe viele Menschen interviewt, die sich noch an die Fakten erinnern. Ca. 100 Bücher habe ich auch gelesen. Danach, fühlte ich mich verloren, weil ich viel zu viele Informationen auf einmal bekam. Dann habe ich ein Diktaphon Hilfe zur Hilfe genommen. Es waren viele Stunden… Nachdem ich Alles viele Mal wieder gehört hatte, diktierte ich es auf eine Kassette. Erst dann habe ich die erste geschriebene Version gemacht, dann kam die zweite: beide handschriftlich. Die dritte habe ich schon mit einer Schreibmaschine geschrieben, die vierte mit einer elektrischen Schreibmaschine. Ich habe zehn Jahre daran gearbeitet.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Hast du weitere Romane geschrieben?
Rogel Samuel
Ja, zur Zeit kommt mein neues Roman “A história dos amantes“ heraus, dessen einzelnen Kapitel getrennt veröffentlicht werden. Immer am 10. und am 25. jedes Monates.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Im Internet veröffentlicht?
Rogel Samuel
Für alle da, die reinschauen. Das Internet ist ein hervorragendes Kommunikationsmittel für den Schriftsteller.
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Worum geht es?
Rogel Samuel
Es geht nicht um Amazonien. Es ist das Brasilien der 60er Jahre, die Jugend dieser Zeit… Ich hoffe, dass du es liest.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
MÚSICA PARA COPA
EM HOMENAGEM À COPA DO MUNDO O PIANISTA CHRISTOPHER SCHINDLER DE PORTLAND POSTOU UM NOVO AUDIO CLIP DE VILLA-LOBOS GRATUITO, OUÇA EM:
http://www.christopherschindler.com/audio_clips...
In recognition of the World Cup going on currently in Brazil, my website has a new audio clip of the week.http://www.christopherschindler.com/audio_clips
Enjoy listening to this musical interlude and have a nice day.
Christopher Schindler Ver mais
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Christopher Schindler Ver mais
quarta-feira, 18 de junho de 2014
“FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade
“FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade
por Tânia Du Bois
Fios de luz, aromas vivos: leitura de Retrato de Mãe, soneto de Jorge Tufic, por Rogel Samuel: “Venham os fios de luz para tecê-la, aromas vivos para senti-la, às palavras do filho descrevê-la, proferi-la” (Rogel Samuel).
Não conheço Jorge Tufic pessoalmente, e sim através de suas obras literárias: adoro! Penso que o Poeta merece uma homenagem especial, e o escritor Rogel Samuel dá essa atenção através de reflexões literárias em 15 sonetos de Tufic.
Samuel ressalta o caráter literário da obra com olhar sobre o poeta. Revela o poder de quem interpreta costurando palavras e dando o significado à estrutura maternal dos sonetos, e declara que “o mundo poético e o mundo da realidade colidem, possuindo cada qual a sua própria verdade”.
Fios de luz, aromas vivos – são sonetos que Jorge Tufic, inspirado na realidade, reconhece como expressão das lembranças. Segundo Samuel, “... acaba por ser mais real do que a própria realidade.” A voz de Tufic reflete a sua própria imagem, onde faz um testemunho do Retrato de Mãe. Em jogo de palavras, proclama histórias que espelham a sua relação com a sua mãe, como se fosse ontem e vivesse o amanhã. Cria significado através do tempo e das lembranças que sinalizam a sua ausência, buscando dar sentido à sua vida. “Que restara de ti, dos teus pertences? //... Tudo posto num saco humilde e roto. / Eu quis, então, medir esse legado, / mas limites não vi para a tristeza. / Davas a sensação de que o tesouro / se enterrara contigo. //... Que eternidade / pode igualar-se à voz desta saudade?”
Através da imagem poética, mostra o seu eu versus mãe, ao alcançar a infinitude do tempo: sua intimidade desvela os mistérios da dor da ausência. Nesse horizonte, o poeta compreende, interpreta e projeta o sentido da herança da Grande Mãe que se perde com a morte.
Fios de luz, aromas vivos revela a parceria de mãe e filho, onde apenas o amor é o único segredo. E a memória do poeta reconstrói os bons momentos sem se perder no tempo. “Nossa infância era tudo iluminada / pelas fontes da tua juventude. //... Ainda te vejo, o porte esbelto indo / por aqueles baldios transparentes / onde a luz, de tão verde, pincelando / os ermos...”
Mesmo com a saudade presente, Jorge Tufic, em seus sonetos, volta ao seio materno para registrar a importância e a resistência da lembrança (viva) em sua vida. Ao escrever Retrato de Mãe, não teve medo de mostrar a outra face, o lado filho.
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“FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade
terça-feira, 10 de junho de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
SOBRE "FIOS DE LUZ"
maria azenha disse:
Querido Rogel,
“ Fios de Luz, aromas vivos”, uma sua leitura magistral. Nos entrega uma chave que abre mil poemas dentro de cada poema, portas que se abrem continuamente.
Infinitos dentro de infinitos, auroras que fazem o quê diante da morte?
Sinto-me pequena criança a descobrir nos mil espelhos a voz que sempre chama .
Como refere, através de Cage: “ Poesia é não ter nada a dizer e dizer: não possuímos nada”.
Ao lê-lo, durante a noite, fui registando alguns aromas que as suas palavras e os poemas de “ Retrato de Mãe” de Jorge Tufic me trouxeram:
Lembro-me destes que se cruzaram,
Estava na primavera.
E a morte era um sonho em branco.
Neste “ Retrato de mãe” as suas reflexões remeteram-me para as Matrioshkas, umas dentro de outras, em que a última é a única que não é oca.
“ …a alma sai inteira, como quem abre a luz da primavera.”, disse-o.
Vou voltar a este livro com mil livros dentro, sempre que a Voz me chamar.
Estou maravilhada.
Abraço grande,
maria azenha
(Lisboa)
SOBRE "FIOS DE LUZ"
"Já comecei a ler e estou achando o livro o máximo: sua análise é tão bela e poética quanto os poemas do Tufic (LEILA MICCOLIS) - "Fios de luz, aromas vivos", constituido por 15 sonetos pós-modernos de autoria do excepcional poeta Jorge Tufic, com um tema que sempre desperta muito amor e,com a competente análise, comentários e interpretação de um virtuoso mestre como você, - o livro é uma joia. Parabéns. (Ursulita Alfaia) - "Estou lendo Fios de luz, admirando a beleza, a sutileza e a atenção com que ouve e compreende o belo poema de Tufic (Jefferson Bessa)"
"Querido Rogel, sua leitura dos sonetos de Tufic é pura poesia. Estou encantada com "Fios de luz"!Muito obrigada por me brindar com o livro e sua linda dedicatória.(MARCIA SANCHEZ LUZ) - "Retrato de Mãe" , poemas de Jorge Tufic que Rogel vai cautelosamente desvendando em sua análise. Como um mestre de cerimônias, convida-nos a passear pelos quinze sonetos. Pleno de ensinamentos e toques bibliográficos que nos levam à reflexão sobre caminhos da “teoria literária” ao longo dos anos. Assim, o livro “Fios de luz, aromas vivos...” trouxe para mim momento de compreensão maior sobre a delicadeza e a força do texto poético sob a ótica de Rogel Samuel. Muito obrigada por esse presente.( Bernardina de Oliveira) - Magnífica a sua intrepretação de Retrato de Mãe, de Jorge Tufic.Você fez um ensaio filosófico no livro Fios de Luz, Aromas Vivos:A sua análise é algo extraordinário, simplesmente diáfano e iluminado.O logos e o diálogo estão presentes na sua exata dimensão, na dimensãoda pólis, enfim, na organização imaginária do ser humano, do filho que nãoesquece nunca de sua querida e amada Mãe. Sempre lembrada.Parabéns! (Clark Varajão)
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
PRECIOSAS OPINIÕES
SOBRE O "TEATRO AMAZONAS"
Recebi teu livro sobre a construção do Teatro do Amazonas.Maravilhosos os passos em volta da Floresta Amazonica que mistura seu aroma selvagem com o trabalho da construção do Teatro. Um Teatro de Opera, no centro da cidade de um Estado, é o Despontar da Arte Clássica em meio ao neo-barroco do recém nascido Amazonas (Clarisse de Oliveira). -
ALGUMAS OPINIÕES SOBRE Rogel Samuel:
Rogel! Fiquei tão impressionada com o livro e maravilhada porque era muito além do que eu imaginava, que li ontem e ontem mesmo acabei. Sempre que me agrada sou assim, por mais longo que seja, não consigo parar. Mas quando isso acontece, percebo de imediato que é o autor que prende. Sei que tinha e tenho interesse pelo nosso Amazonas, mas você escreve bem demais, Consegue passar imagens à leitura. Vou colocar no meu perfil, como livro preferido , e já influenciei muitas pessoas. Isto só aconteceu comigo duas vezes, quando li O Ventre de Carlos Heitor Cony e o seu.
MUITO OBRIGADA! (MIRZE SOUZA)
"Poucas vezes li um texto tão bem condensado sobre teoria literária. Felicito-o pela plena realização, coisa rara no gênero" (NELSON WERNECK SODRÉ). «O meu abraço de parabéns pelo muito que aprendi com você. O estudo sobre o Rosa é mais do que excelente - é perfeito. Um grande abraço deste seu velho admirador e amigo». (JOSUÉ MONTELLO) «Hoje trocamos de lugar, você na cátedra, eu na assistência.» (ALCEU AMOROSO LIMA)"É uma obra-prima" (ELIANA BUENO-RIBEIRO) "são raros os romances históricos sobre temas brasileiros, e a visão de Rogel Samuel é primorosa" (LEILA MÍCCOLIS) “Escreveu o quadro de uma época( 1897) com muito vigor e beleza, significativamente com densas impressões (DALMA NASCIMENTO).
maria azenha disse:
Querido Rogel,
“ Fios de Luz, aromas vivos”, uma sua leitura magistral . Nos entrega uma chave que abre mil poemas dentro de cada poema . portas que se abrem continuamente.Infinitos dentro de infinitos, auroras que fazem o quê diante da morte?
Sinto-me pequena criança a descobrir nos mil espelhos a voz que sempre chama .
Como refere , através de Cage: “ Poesia é não ter nada a dizer e dizer: não possuímos nada”.
Ao lê-lo , durante a noite, fui registando alguns aromas que as suas palavras e os poemas de “ Retrato de Mãe” de Jorge Tufic me trouxeram:
Lembro-me destes que se cruzaram,
Estava na primavera.
E a morte era um sonho em branco.
Neste “ Retrato de mãe” as suas reflexões remeteram-me para as Matrioshkas, umas dentro de outras, em que a última é a única que não é oca. “ …a alma sai inteira, como quem abre a luz da primavera.”, disse-o.
Vou voltar a este livro com mil livros dentro, sempre que a Voz me chamar.
Estou maravilhada.
Abraço grande,
maria azenha
SOBRE "FIOS DE LUZ"
"Já comecei a ler e estou achando o livro o máximo: sua análise é tão bela e poética quanto os poemas do Tufic (LEILA MICCOLIS) - "Fios de luz, aromas vivos", constituido por 15 sonetos pós-modernos de autoria do excepcional poeta Jorge Tufic, com um tema que sempre desperta muito amor e,com a competente análise, comentários e interpretação de um virtuoso mestre como você, - o livro é uma joia. Parabéns". (Ursulita Alfaia) - "Estou lendo Fios de luz, admirando a beleza, a sutileza e a atenção com que ouve e compreende o belo poema de Tufic" (Jefferson Bessa) "Querido Rogel, sua leitura dos sonetos de Tufic é pura poesia. Estou encantada com "Fios de luz"!Muito obrigada por me brindar com o livro e sua linda dedicatória.(MARCIA SANCHEZ LUZ) - "Retrato de Mãe" , poemas de Jorge Tufic que Rogel vai cautelosamente desvendando em sua análise. Como um mestre de cerimônias, convida-nos a passear pelos quinze sonetos. Pleno de ensinamentos e toques bibliográficos que nos levam à reflexão sobre caminhos da “teoria literária” ao longo dos anos. Assim, o livro “Fios de luz, aromas vivos...” trouxe para mim momento de compreensão maior sobre a delicadeza e a força do texto poético sob a ótica de Rogel Samuel. Muito obrigada por esse presente. (Bernardina de Oliveira) - Magnífica a sua intrepretação de Retrato de Mãe, de Jorge Tufic.Você fez um ensaio filosófico no livro Fios de Luz, Aromas Vivos:A sua análise é algo extraordinário, simplesmente diáfano e iluminado.O logos e o diálogo estão presentes na sua exata dimensão, na dimensãoda pólis, enfim, na organização imaginária do ser humano, do filho que nãoesquece nunca de sua querida e amada Mãe. Sempre lembrada.Parabéns! (Clark Varajão) Não posso deixar de comentar minha emoção ao término da leitura do poema e de sua análise, Rogel! O poema deve ter sido escrito com alguma artéria do coração que se fez pena para que ele convertesse um soneto tão próximo ao amor que se diz ser sentido pelo coração. Chorei muito, e nunca li nada tão emocionante que fluía a cada verso como se fosse música. A recordação da viagem, no XII , lembranças que em minha mente se misturaram à uma viagem que fazia sua mãe, pata depois (?) talvez ter um novo encontro. O Líbano e toda refeição descrita com tanto carinho que hortelãzinhas , podia ser sentida no olfato e na alegria dos encontros às refeições.
FIQUEI EXTASIADA!Complemento com a maravilhosa análise feita por você, com tanta sabedoria, revelando um professor, um mestre na literatura.Parabéns, amigo. Você é GRANDE!Beijos
Mirze ALBUQUERQUE.
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