terça-feira, 10 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

PARA STELLA

 PARA STELLA

Clarisse de Oliveira


Stella,
houve um milagre na Terra
- teu filho, uniu-se numa obra de Amor
comigo
A essencia desse sentimento,
te envio onde estás no Espaço!
Pressinto-te jovem e bela,
como sempre fostes,
sem a aridez do Planeta
que tudo envelhece.
Está a teus pés,
Diante de ti,
o Amor em prata,
com reflexos de Estrela,
aos teus pés!
Sempre Clarisse

(Stella Samuel, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

MORRE ODETE LARA




ROGEL SAMUEL

Estive com Odete Lara em vários eventos budistas.
No meio de uma carreira cinematográfica vitoriosa ela desaparece com 10 mil dólares de suas economias no bolso e vai morar em mosteiros budistas. Foi o que me disse ela. Viajou e virou monja. Só voltou quando acabou o dinheiro.
De volta foi convidada pela televisão para fazer uma novela, não aguentou o ambiente e a improvisação  (foi o que me disse) e foi morar no seu sítio.
Traduziu vários livros de budismo para Editora Vozes.
Não perdeu sua beleza.
Mesmo idosa, era uma pessoa linda.

domingo, 4 de janeiro de 2015

PARA ROGEL SAMUEL


PARA ROGEL SAMUEL

Isaac Melo


por ocasião de

seus 72 anos



O professor, o crítico, o esteta

  amazônida com alma de poeta

Nas veias corre o Amazonas selvagem

  e na palavra, a beleza e a coragem

Filho das águas, das matas e de tupã

  com a ternura indígena e a força alemã

Vai o cronista pelo mundo afora

  plantando sonhos e memórias

Porque a magia não deve cessar

  e o destino do homem é amar

Experiente e altaneiro

  como uma samaúma ou açaizeiro

Percorre as ruas e praias sob as bênçãos

  de são Sebastião do Rio de Janeiro

Poeta a tua nau

  que começou a viagem ainda em Manaus

Tem muito mar para divisar

  porque a vida é eterno caminhar


Oh deuses, deem-me a magnitude de uma sinfonia de Brahms

para agora louvar o grande Amante das Amazonas

domingo, 27 de julho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

MORRE ROSE MARIE MURARO

 

 

ROGEL SAMUEL

 

Conheci Rose através de Nathanael Caixeiro, tradutor da Vozes, já falecido.

Fomos amigos durante muitos anos, viajamos juntos, éramos parceiros de eventos e jantares.

Conheci a sua família e ela conheceu a minha. Minha mãe gostava muito dela. Jogávamos cartas.

Devo a ela a publicação do meu “Manual de teoria literária” (que teve 17 edições), e de “Literatura básica”.

Graças a ela conheci pessoas: Frei Beto, Boff, Djanira, Ligia Fagundes, etc. Assim conheci Umberto Eco, com quem passamos a noite toda na varanda da casa de Mônica Rector discutindo a construção de romance... Ele se estava preparando para escrever “O nome da rosa”.

Rose era surpreendente, superdotada, superinteligente. Mas simples. Escritora extraordinária. Ativista. Humana e corajosa. Bateu de frente com a ditadura. Teve livros cassados. Eu presenciei Rose espinafrando de cara um ministro da ditadura, na frente de todo mundo, num evento dentro da revista Manchete (ele logo se afastou, escondendo-se na multidão).

Mesmo quase cega, ela viajava constantemente, proferindo palestras, fazendo conferências doutrinárias.

Podemos dizer que, além de feminista, ela era uma pensadora original, tinha idéias próprias e praticamente criou o feminismo no Brasil. Quando diante de algum medalhão internacional famoso, ela o enfrentava.

Deu aulas em Universidades americanas, onde era muito respeitada.

Seus artigos demandam publicação.

Mas foi Rose mulher bem humorada e vitoriosa.

Em plena ditadura, eu me formei politicamente ouvindo Rose Marie Muraro.