terça-feira, 7 de abril de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
PARA STELLA
PARA STELLA
Clarisse de Oliveira
Stella,
houve um milagre na Terra
- teu filho, uniu-se numa obra de Amor
comigo
A essencia desse sentimento,
te envio onde estás no Espaço!
Pressinto-te jovem e bela,
como sempre fostes,
sem a aridez do Planeta
que tudo envelhece.
Está a teus pés,
Diante de ti,
o Amor em prata,
com reflexos de Estrela,
aos teus pés!
Sempre Clarisse
(Stella Samuel, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)
Clarisse de Oliveira
Stella,
houve um milagre na Terra
- teu filho, uniu-se numa obra de Amor
comigo
A essencia desse sentimento,
te envio onde estás no Espaço!
Pressinto-te jovem e bela,
como sempre fostes,
sem a aridez do Planeta
que tudo envelhece.
Está a teus pés,
Diante de ti,
o Amor em prata,
com reflexos de Estrela,
aos teus pés!
Sempre Clarisse
(Stella Samuel, mãe de Rogel Samuel, faleceu em 21/11/2007)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
MORRE ODETE LARA
ROGEL SAMUEL
Estive com Odete Lara em vários eventos budistas.
No meio de uma carreira cinematográfica vitoriosa ela desaparece com 10 mil dólares de suas economias no bolso e vai morar em mosteiros budistas. Foi o que me disse ela. Viajou e virou monja. Só voltou quando acabou o dinheiro.
De volta foi convidada pela televisão para fazer uma novela, não aguentou o ambiente e a improvisação (foi o que me disse) e foi morar no seu sítio.
Traduziu vários livros de budismo para Editora Vozes.
Não perdeu sua beleza.
Mesmo idosa, era uma pessoa linda.
domingo, 4 de janeiro de 2015
PARA ROGEL SAMUEL
PARA ROGEL SAMUEL
Isaac Melo
por ocasião de
seus 72 anos
O professor, o crítico, o esteta
amazônida
com alma de poeta
Nas veias corre o Amazonas selvagem
e na
palavra, a beleza e a coragem
Filho das águas, das matas e de tupã
com a
ternura indígena e a força alemã
Vai o cronista pelo mundo afora
plantando
sonhos e memórias
Porque a magia não deve cessar
e o
destino do homem é amar
Experiente e altaneiro
como
uma samaúma ou açaizeiro
Percorre as ruas e praias sob as bênçãos
de
são Sebastião do Rio de Janeiro
Poeta a tua nau
que
começou a viagem ainda em Manaus
Tem muito mar para divisar
porque
a vida é eterno caminhar
Oh deuses, deem-me a magnitude de uma
sinfonia de Brahms
para agora louvar o grande Amante das
Amazonas
domingo, 27 de julho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
MORRE ROSE MARIE MURARO
ROGEL SAMUEL
Conheci Rose através de Nathanael Caixeiro,
tradutor da Vozes, já falecido.
Fomos amigos durante muitos anos, viajamos juntos,
éramos parceiros de eventos e jantares.
Conheci a sua família e ela conheceu a minha. Minha
mãe gostava muito dela. Jogávamos cartas.
Devo a ela a publicação do meu “Manual de teoria
literária” (que teve 17 edições), e de “Literatura básica”.
Graças a ela conheci pessoas: Frei Beto, Boff,
Djanira, Ligia Fagundes, etc. Assim conheci Umberto Eco, com quem passamos a
noite toda na varanda da casa de Mônica Rector discutindo a construção de
romance... Ele se estava preparando para escrever “O nome da rosa”.
Rose era surpreendente, superdotada,
superinteligente. Mas simples. Escritora extraordinária. Ativista. Humana e
corajosa. Bateu de frente com a ditadura. Teve livros cassados. Eu presenciei
Rose espinafrando de cara um ministro da ditadura, na frente de todo mundo, num
evento dentro da revista Manchete (ele logo se afastou, escondendo-se na
multidão).
Mesmo quase cega, ela viajava constantemente, proferindo
palestras, fazendo conferências doutrinárias.
Podemos dizer que, além de feminista, ela era uma
pensadora original, tinha idéias próprias e praticamente criou o feminismo no
Brasil. Quando diante de algum medalhão internacional famoso, ela o enfrentava.
Deu aulas em Universidades americanas, onde era muito
respeitada.
Seus artigos demandam publicação.
Mas foi Rose mulher bem humorada e vitoriosa.
Em plena ditadura, eu me formei politicamente
ouvindo Rose Marie Muraro.
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