Filmes Espiritualistas
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Filmes Espiritualistas
domingo, 23 de outubro de 2011
AMÁLIA RODRIGUES, INSUPERÁVEL
Triste Sina
Amália Rodrigues
Mar de mágoas sem marés
Onde não há sinal de qualquer porto.
De lés a lés o céu é cor de cinza
E o mundo desconforto
No quadrante deste mar, que vai rasgando,
No horizonte, sempre venta à minha frente,
Há um sonho agonizando
Lentamente, tristemente...
Mãos e braços, para quê?
E para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê,
Ambos perdidos.
Nau da vida que me leva
Naufragando em mar de treva,
Com meus sonhos de menina.
Triste sina!
Pelas rochas se quebrou
E se perdeu aonde leva este sonho
Depois ficou uma franja de espuma
A desfazer-se em bruma
No meu jeito de sorrir ficou vingada
A tristeza, de por ti, não ser mais nada
Meu senhor de todo o sempre,
Sendo tudo, não és nada!
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AMÁLIA RODRIGUES,
INSUPERÁVEL
terça-feira, 13 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
FLOR DO MAL

FLOR DO MAL
TÍTULO: FLOR DO MAL ENDEREÇO: Rua: Clarisse índio do Brasil, 32. CIDADE: Rio de janeiro. PERIODICIDADE: Não há como saber, pois só há um único exemplar no CEDAP que não possui data ou informação sobre a periodicidade. Nº DE PÁGINAS: 16. DATAS-LIMITES: 1971. EXEMPLARES: nº 4. REDAÇÃO/RESPONSÁVEL: Luis Carlos Maciel. ILUSTRAÇÃO: As ilustrações deste número são da autoria de Dicinho. COLABORADORES: Neste único exemplar os colaboradores foram: Jorge Mautner, Nando, Ivan Cardoso, Vera Duarte, ROGEL SAMUEL e E. Bono. CARACTERIZAÇÃO: O Jornal possui em sua capa uma caricatura. Há artigos em forma de poemas relacionados aos exagerados consumos industriais, críticas a escritores e compositores que escrevem em linguagens complicadas, entre outros. Há também artigos que criticam o PT e o cristianismo, além de uma entrevista com um monge japonês que peregrinou pelo mundo. DESCRIÇÃO: O jornal começou a circular em 04 de novembro de 1971.Foi um jornal destinado ao público jovem com um contexto “hippie”, no qual fala de música pop e literatura, esoterismo, ecologia, pé na estrada e cultura orienta.Seu título faz referência à obra de Baudelaire “Les Fleurs du Mal”. O periódico possui tendências de esquerda e também preza a liberdade cultural, política, sexual e religiosa. FONTE: além da análise do periódico, alguma informações foram retiradas do site: www.grafolalia.blogger.com.br
DALMA NASCIMENTO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"
DALMA NASCIMENTO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"
Impacto diante de sua narrativa semelhante à do narrador da oralidade, e cinematográfica mesmo, no dizer da Eliana. Visualizam-se, de fato, todas as cenas iniciais, montadas com metáforas poéticas, sem maiores pretensões. Escreveu o quadro de uma época( 1897) com muito vigor e beleza. significativamente com densas impressões.
Nota-se, desde aí, a intensa pesquisa em todos os níveis: detalhes topográficos, sociais, culturais, além de fortes traços dolorosamente psicológicos. E tudo isso, embolado/embalado criativamente ,emergindo , sintético, no palco mental do narrador memorialista.Tocantes os flashes da situação e do ambiente. Pincelou a utopia do Eldorado, o dado "lendário, mítico'" do seringal, atraindo e destruindo "gentes".. Excelente a descrição (p.13 ) do narrador, lembrando-se e vendo-se menino diante do possível olhar dos irmãos:" Eu magro, olhar esmagado sob uns cachos de cabelos castanhso que tinha, abandonado, surgido como aparição...." e a sua solidão existencial com Genaro e Antônio, ambos bichificados, modificados naquela odisseia perambulante do viver na selva. Todos expropriados.pelo poder tirãnico do capital.
Com diferente dicção, é certo, já que a especificidade de seu discurso é bem outra, recorda, em parte, a escrita de Graciliano e também de Guimarães Rosa. Você traduziu, naquela atmosfera, desconhecida, sagrada com "densa leveza" a dureza do seringal. Creio ser este o qualificativo mais apropriado para falar do "clima' da sua construção meio mágica, meio real, histórica, ao mesmo tempo, culta e popular: " Densa Leveza". . Ainda não sei bem definir seu livro. Porém, no calor das coisas, bem iniciais, quero dizer que estou gostando. Isso já basta, não? Respondo-lhe, assim, a sua mensagem abaixo: " Espero que goste".
Eis então as impressões iniciais nestas frases meio soltas. Não estou fazendo análise, mas relatando o que as primeiríssimas páginas me suscitaram diante da singeleza sofisticada do texto ( já bem o disse Eliana). Gostei também de sua linguagem coloquial com aqueles " quês", que sintaticamente são "porques" ( conjunção causal ) que a toda hora você, corretamente, usa. E os ganchos da oralidade do narrador " inculto'., para engatar a história são também muito adequados.
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DALMA NASCIMENTO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"
ELIANA BUENO-RIBEIRO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"
ELIANA BUENO-RIBEIRO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"
"Veja bem, nao digo, modestamente, que acho magnifico: afirmo que é magnifico, afirmo o que me parece uma evidência. Trata-se de uma obra-prima!" (ELIANA BUENO-RIBEIRO, de Paris)
Eliana Bueno-Ribeiro
Université Lumière Lyon, França -
Graduação em Letras Portugues Literaturas de Lingua Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense (1970), mestrado em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979) , doutorado em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989) et pos-doutorado em Literatura Comparada na Université de Paris III - La Sorbonne Nouvelle, em 1991 e 1992. Atualmente é pesquisador associado na Universite de Rennes II. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura e Historia, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura brasileira contemporânea, anos 30, memoria e formaçoes identitarias, teatro brasileiro do século XX.
Queria te dar algumas impressoes primeiras, de primeira leitura, sobre seu romance que como lhe disse é magnifico.
Veja bem, nao digo, modestamente, que acho magnifico: afirmo que é magnifico, afirmo o que me parece uma evidência.
Vou listar livremente alguns dos elementos que chamaram minha atençao.
1-Em primeiro lugar, a estrutura: casos. A Amazônia que nao tem ordem, nao pode ser ordenada, lida, explicada, so tem veredas, furos. Uma historia através de historias, como diz Rosa em Tutaméia. A presença de Rosa é percebida no bom sentido. Você é um herdeiro mas um herdeiro traidor. Rosa é ascendente, você descendente, ele seria digamos "positivo", solar, você "negativo", crepuscular. Sua Amazonia é também um mundo mas um mundo que se nega ao homem. Ao menos ao homem tal como o conhecemos, com o qual nos identificamos. Os Numas serao homens como nos?
A noçao de" fechamento", nao acho a palavra técnica, é obsedante. A Amazônia aparece maravilhosa no sentido de atraente e apavorante. O principio do mundo, disse você em algum momento. O principio de tudo.
2- O assunto: a Amazonia tratada como nunca li. Campo de luta. Natureza e Cultura mas também brancos e indios, ricos e pobres. Você escapa do chavao de opor homens e mulheres, homens e prostitutas. Nada do folclorico de Cruls, nada do todo branco de Hatoum. Nao é também a visao amorosa e compreensiva mas "de fora" de Darcy Ribeiro. Seu narrador fala ao mesmo tempo de fora e de dengtro. E Ribamar mas é também Benito Botelho, bebe até morrer no Bacurau e lê grego e latim ( perdoe-me a ignorância, de quem sao os versos que ele declama, que nao identifiquei?).
3- Os personagens: o intelectual, o politico, o negociante falido, as mulheres todas diferentes, o travesti mulher ( incrivel), o herdeiro. Sobra - sobra- finalmente o filho bastardo, desamparado, sobrante depois que tudo acabou que todo o romanesco desapareceu: o filho da puta.
4- A linguagem: meu amigo, a linguagem parece copiar a natureza que inspira o relato: esplêndida. A riqueza vocabular envolve , seduz o leitor, enlaça-o . Que frases! O primeiro paragrafo agarra o leitor e nao o deixa mais escapar. Li o livro em três dias porque tenho a rotina doméstica que nao pode ser rompida se nao o dia da familia nao anda. Se nao, teria lido em um so dia, de uma tacada so. Deixei o livro a cada vez com pena, contando o tempo para me reencontrar com a historia. O ritmo é ao mesmo tempo lento e impetuoso, impelindo a leitura, como parece ser o ritmo dos furos que o narrador descreve. Você tem frases, periodos, de cortar o fôlego ( nao vou parar para copia-los agora, farei isso depois). Nao é necessario que você diga que levou 10 anos escrevendo: é claro que um livro como esse nao se fez num dia. O trabalho sobre a linguagem é grande e tao grande que alcança a simplicidade enganosa.
5- As referências: vejo o especialista de Rosa. Mas como disse, o filho perverso. Vi também Conrad. A apariçao do Palacio através da mulher vestida de verde é impactante. E vi cinema. E um livro que parece inspirado pelo cinema e pronto para ser filmado. Imagistico.
"Veja bem, nao digo, modestamente, que acho magnifico: afirmo que é magnifico, afirmo o que me parece uma evidência. Trata-se de uma obra-prima!" (ELIANA BUENO-RIBEIRO, de Paris)
Eliana Bueno-Ribeiro
Université Lumière Lyon, França -
Graduação em Letras Portugues Literaturas de Lingua Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense (1970), mestrado em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979) , doutorado em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989) et pos-doutorado em Literatura Comparada na Université de Paris III - La Sorbonne Nouvelle, em 1991 e 1992. Atualmente é pesquisador associado na Universite de Rennes II. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura e Historia, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura brasileira contemporânea, anos 30, memoria e formaçoes identitarias, teatro brasileiro do século XX.
Queria te dar algumas impressoes primeiras, de primeira leitura, sobre seu romance que como lhe disse é magnifico.
Veja bem, nao digo, modestamente, que acho magnifico: afirmo que é magnifico, afirmo o que me parece uma evidência.
Vou listar livremente alguns dos elementos que chamaram minha atençao.
1-Em primeiro lugar, a estrutura: casos. A Amazônia que nao tem ordem, nao pode ser ordenada, lida, explicada, so tem veredas, furos. Uma historia através de historias, como diz Rosa em Tutaméia. A presença de Rosa é percebida no bom sentido. Você é um herdeiro mas um herdeiro traidor. Rosa é ascendente, você descendente, ele seria digamos "positivo", solar, você "negativo", crepuscular. Sua Amazonia é também um mundo mas um mundo que se nega ao homem. Ao menos ao homem tal como o conhecemos, com o qual nos identificamos. Os Numas serao homens como nos?
A noçao de" fechamento", nao acho a palavra técnica, é obsedante. A Amazônia aparece maravilhosa no sentido de atraente e apavorante. O principio do mundo, disse você em algum momento. O principio de tudo.
2- O assunto: a Amazonia tratada como nunca li. Campo de luta. Natureza e Cultura mas também brancos e indios, ricos e pobres. Você escapa do chavao de opor homens e mulheres, homens e prostitutas. Nada do folclorico de Cruls, nada do todo branco de Hatoum. Nao é também a visao amorosa e compreensiva mas "de fora" de Darcy Ribeiro. Seu narrador fala ao mesmo tempo de fora e de dengtro. E Ribamar mas é também Benito Botelho, bebe até morrer no Bacurau e lê grego e latim ( perdoe-me a ignorância, de quem sao os versos que ele declama, que nao identifiquei?).
3- Os personagens: o intelectual, o politico, o negociante falido, as mulheres todas diferentes, o travesti mulher ( incrivel), o herdeiro. Sobra - sobra- finalmente o filho bastardo, desamparado, sobrante depois que tudo acabou que todo o romanesco desapareceu: o filho da puta.
4- A linguagem: meu amigo, a linguagem parece copiar a natureza que inspira o relato: esplêndida. A riqueza vocabular envolve , seduz o leitor, enlaça-o . Que frases! O primeiro paragrafo agarra o leitor e nao o deixa mais escapar. Li o livro em três dias porque tenho a rotina doméstica que nao pode ser rompida se nao o dia da familia nao anda. Se nao, teria lido em um so dia, de uma tacada so. Deixei o livro a cada vez com pena, contando o tempo para me reencontrar com a historia. O ritmo é ao mesmo tempo lento e impetuoso, impelindo a leitura, como parece ser o ritmo dos furos que o narrador descreve. Você tem frases, periodos, de cortar o fôlego ( nao vou parar para copia-los agora, farei isso depois). Nao é necessario que você diga que levou 10 anos escrevendo: é claro que um livro como esse nao se fez num dia. O trabalho sobre a linguagem é grande e tao grande que alcança a simplicidade enganosa.
5- As referências: vejo o especialista de Rosa. Mas como disse, o filho perverso. Vi também Conrad. A apariçao do Palacio através da mulher vestida de verde é impactante. E vi cinema. E um livro que parece inspirado pelo cinema e pronto para ser filmado. Imagistico.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
JEFFERSON BESSA para Rogel Samuel
para Rogel Samuel
poema lido, escrito:
que respira
o alheamento
dos olhos, do corpo
do poema.
poema lido, escrevo:
neste quarto
que habitamos
JEFFERSON BESSA
poema lido, escrito:
que respira
o alheamento
dos olhos, do corpo
do poema.
poema lido, escrevo:
neste quarto
que habitamos
JEFFERSON BESSA
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